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MINHA HISTORIA DE VIDA

Quem me vê pregando hoje, postando no blog não consegue imaginar a minha historia de vida. A infância normal na casa de madeira de 6x8 cheia de goteiras não é nada, era o início de um sonho se comparada à infância dos meus irmãos mais velhos que faziam 2 km para buscar água potável para o consumo. Os grandes problemas começaram na adolescência. Até os 15 um menino normal que começava a descobrir sua vida sentimental, que começava a louvar a Deus com seu violão, que havia ganhado um tecladinho usado e passava bom tempo do seu dia tentando tirar músicas de ouvido. Levantar a certa hora avançada da manhã e estudar à tarde já no ensino médio pensando nos vestibulares que viriam e na possibilidade de conseguir uma bolsa ou uma universidade pública, pois sabia que a situação da família não era para pagar um curso superior. E além de tudo isso ate sobrava tempo para ler a bíblia sagrada e ministrar com certa timidez nos cultos de jovens alguns minutinhos.
De repente surgiu uma herança do vovô e o sonho de uma casa de material com tamanho melhor e uma vida mais confortável parecia iminente. Mas o que era sonho logo se transformou em pesadelo quando os gastos ultrapassaram o dobro do orçamento e pior quando o construtor injustificadamente nos colocou na justiça. Meu pai entrou em depressão, não era só o valor financeiro era o valor da dignidade de quem nunca teve o nome sujo no comercio. A depressão terminou da forma mais trágica que se possa imaginar.
E o menino adolescente de vida normal se viu sem a referencia paterna, mamãe ganhando um salário mínimo, um dos meus manos desempregado, estudando durante o dia e morando fora necessitando um apoio. Estava tudo desestruturado. Tive que começar a trabalhar e passar os estudos pra noite, numa escola bem mais fraca e mais perto de casa e o estudo noturno muito inferior, o sonho de uma bolsa ou uma universidade pública começava a ficar distante.
Nesse período um louvor da Eliane Silva marcou a minha historia
“chorávamos as margens dos rios da babilônia, lembrando-nos de Sião. Chorávamos nos salgueiros pendurávamos nossas harpas e lembrávamos de Sião Chorávamos, pediam pra que cantássemos uma canção. Como cantar em terra estranha louvores de Sião? Como louvar em cativeiro e ali então CHORAVAMOS . Mas Jeová resolveu mudar a nossa historia e veio pra nos resgatar. Cativeiro para o seu povo nunca mais, liberdade para o povo de Israel, Gloria a Deus sim ele é fiel... Então a nossa boca se encheu de louvores de risos e alegrias ao invés de dores...”
E então começou a mudança. O menino que tinha tudo pra parar, deixar de cantar de ministrar e etc. não parou. Continuei e busquei mais de Deus, cheguei mais próximo a Deus e as vitorias começaram a chegar. Em dois anos o mano desempregado passava em concurso público casava e começava uma linda e nova historia de vida como presbítero da Igreja em Santa Rosa, líder de jovens, coordenador de setor e etc. O meu outro irmão em pouco tempo Deus o abençoou com uma linda filha, volta para a igreja e começo de uma linda nova vida.
Quanto a mim pedi a Deus que realizasse o meu sonho de entrar para a universidade pedi um curso superior a Deus. Bom ele me deu algumas possibilidades de escolha, foram 5 via prouni, todas em primeiro lugar e mais uma via UFSM Campus Frederico Westphalen no vestibular que também fui aprovado. Optei por fazer direito na Unijui em Três Passos. Três anos depois Deus me abençoou novamente e fui aprovado em segundo lugar no concurso público municipal e hoje aqui estou eu como prova de que Deus faz grandes coisas
Quem sou eu?
um jovem de apenas 20 anos apaixonado por Deus e membro da Assembléia de Deus, amante do direito e aluno do 7º semestre, vidrado em música e instrumentos musicais e componente do grupo Tabernáculo de Sede Nova. Enfim um cara alegre, feliz, inteligente, solteiro e de bem com a vida.
Alguém que nasceu pra pregar, que não pode parar de pregar, que tem a busca pela mensagem divina como foco principal, para trazer uma mensagem de vida, paz, alento aos corações quebrantados.

A ERA DO DESCARTÁVEL


Estamos vivendo um tempo de preocupação com a problemática ambiental. O apocalipse que se cumpre, faz com que vejamos cada vez mais freqüentes a ocorrência de vulcões, terremotos, maremotos, furacões, vendavais, tempestades, alagações, inundações, granizo, estiagem e tantas destruições que a natureza é capaz de causar. Muitas dessas coisas frutos do nosso descaso com o meio-ambiente. Vivemos a era do descartável, do não aproveitamento de muita coisa que seria útil. Nos dias atuais usamos pratos descartáveis, copos descartáveis, sacolas descartáveis, fraldas descartáveis e uma infinidade de coisas que nos são úteis por alguns instantes e depois o colocamos em um lugar qualquer.


Mas uma preocupação maior tem chegado a minha percepção nesses dias. Estamos vivendo a era das pessoas descartáveis. O ser humano também tem usado o seu próximo somente quando este lhe é útil. Tenho visto estudantes que tanto “puxam saco” do professor enquanto este lhe dá aula e depois que não necessitam mais dele sequer olham. Pessoas que dão toda atenção do mundo para uma autoridade, para uma pessoa pública por que esta lhe pode ser útil, mas basta ela mudar de setor pra que a velha “amizade” se torne em indiferença. Políticos que tratam o seu eleitor tão bem em ano de eleição e nos demais três anos o querem ver pelas costas. Porque não temos o carinho com o mendigo na rua? Com o de classe social inferior? Certamente por que este não tem algo de tão útil para nós.

Outra grande preocupação: O uso do ser humano como descartável em relações pessoais e até íntimas. Por inúmeras vezes sou execrado por amigos, colegas e pessoas próximas a mim na convivência diária por não achar legal usar uma moça apenas por alguns instantes enquanto esta pode me dar prazer. Infelizmente a grande maioria dos meus amigos e sei que não é exclusividade do sexo masculino, muitas amigas minhas também possuem esta mentalidade, vêem o sexo oposto apenas como algo útil por alguns instantes. É por isso que as pessoas se conhecem em um baile, em um som, 10 minutos depois se entregam um ao outro e depois nunca mais se vêem. Agravante disso é que muitas vezes por traz de um “ficar” sem compromisso está se cometendo uma traição, uma mágoa, uma consciência pesada que o fará colocar a cabeça no travesseiro e não conseguir dormir posteriormente. Fica-se sem saber quem é, de onde veio, pra onde vai, se possui ou não alguém, se é sentimento verdadeiro. Nada disso! Apenas usa.

E a minha maior preocupação é que essa DESCARTABILIDADE tem chegado ao meio eclesiástico. As pessoas que te batem nas costas, apertam tua mão e te conduzem ao púlpito nos momentos de glória, muitas vezes não se lembram de você quando se está no vale. E quantas vezes quando passamos por um momento de prova lembramos-nos dos pastores, obreiros, pessoas que se tinha como grande amigo, que tiraram foto junto, cantaram junto, oraram antes de uma ministração da palavra, mas que não estão ao seu lado no vale. E muitas vezes, dá vontade de chorar, por se sentir algo descartável.

Mas nas lutas, provas e dificuldades o melhor que se tem é olhar para a palavra do Senhor e hoje eu abro minha bíblia no livro de Isaias capítulo 49:

15 Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.

16 Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei; os teus muros estão continuamente diante de mim.



E quando a palavra de Deus fala comigo não precisa de muita explicação. O Texto é auto-explicativo. Ei meu amigo, você pode não estar num momento tão bom, mas há algo eu lhe digo, existe ex-cantor, ex-pregador, ex-profissional de sucesso, ex-rico. Mas não existe ex-ungido. Você pode ser DESCARTADO por todos, mas nos céus há um Deus que nunca se esquece de você. Eu também não procuro cartomante, feiticeira, macumbeira ou cigana pra ler minha mão. Pois meu futuro não está em minhas mãos, está na palma da mão do TODO-PODEROSO DEUS.