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Enquanto isso nos bastidores...


Louvado seja Deus todo poderoso pela vida de todos vocês.


Estava a ler a bíblia sagrada pela manhã no livro de Filipenses capítulo 4 pela manhã de hoje e me deparei com um texto curioso.

Fp 4:2 Rogo a Evódia, e rogo a Síntique, que sintam o mesmo no Senhor. 3: e Peço também a ti, meu verdadeiro companheiro, que as ajudes, porque trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com outros meus cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida.

O texto a primeira vista até incompreensível torna se compreensível quando somos capazes de compreender o contexto no qual ele está inserido. Paulo estava escrevendo uma carta aos irmãos em Filipos, falando das suas alegrias em servir ao Senhor Jesus Cristo, não raro Paulo usa as palavras “regozijei-vos” e “alegrai-vos”. Mesmo estando em uma prisão Paulo estava alegre, pois sabia que padecia por amor de Cristo. Tenho a mais absoluta certeza que em meio a precariedade das prisões romanas o que alegrava Paulo era a presença do Espírito Santo em sua vida. A ação do todo poderoso através do seu Espírito Santo na vida do crente que quando o toma, faz cantar, saltar, pular, as cadeias se abrem, os grilhões são quebrados e os céus se abrem.

Agora Paulo com todo esse sentimento do Espírito Santo roga a duas pessoas que buscassem sentir o mesmo. Elas eram Evódia e Síntique. Ora, não foi à toa o pedido de Paulo. Havia uma preocupação especial do apóstolo sobre essas duas pessoas. Em outras palavras ele está dizendo de como queria que elas sentissem o mesmo que ele conseguia sentir. A primeira leitura me faz concluir que Evódia e Síntique eram pessoas que tinham dificuldade em ter um encontro real com Deus através do seu Espírito Santo e por isso não tinham o mesmo sentimento. Evódia e Síntique não estavam nos púlpitos das sinagogas cantando, não estavam nos cultos da sinagoga pregando, não eram destaques, não eram famosos. Evódia e Síntique eram os tipos de pessoa tachada por muitos como “crentes de banco” aqueles que não têm participação ativa em algum cargo importante da igreja.

Mas o grande contraponto é que Paulo ao escrever (Fp 4:3) pede que seu companheiro as ajude “porque trabalharam comigo no evangelho”. Mas não pode alguém cantar pra Deus e não sentir a presença do Espírito, não pode alguém pregar uma mensagem de salvação e não sentir a presença divina em sua vida. Então que tipo de trabalho era o de Evódia e Síntique? Que pessoas eram essas que trabalhavam mas não andavam inundadas pelo Espírito Santo.

O Espírito Santo me revela que elas eram trabalhadores de bastidores. Aqueles que trabalham por traz sem muito aparecer. Aquelas que muitas vezes trabalham no anonimato e não são notadas. Creio eu que Evódia e Síntique eram aquelas pessoas que após todos saírem do templo, organizava tudo, passavam um pano no chão e deixavam tudo lindo para a próxima reunião. Creio eu ser Evódia e Síntique quem verificava as condições do navio antes de uma viajem missionária, creio ser quem fazia almoço aos apóstolos, diáconos e presbíteros.

A igreja contemporânea com todas as suas evoluções mudanças continua sempre necessitada dos trabalhadores de bastidores. Continua precisando de trabalhadores de bastidores. No ano de 2006 ouvi um dos maiores preletores da Argentina contando as fases de sua vida ministerial. Lembro-me de tê-lo ouvido falar de quando era porteiro da igreja e a igreja tinha goteira. A cada culto precisava guardar os bancos no porão da igreja, os mesmos eram feito de madeira bruta e pesada. Antes de o culto iniciar ele colocava todos os bancos para o culto e após o término tinha que guardar todos. Dizia ele que os pregadores mandavam levantar a mão e perguntavam “-quem está sentindo a presença de Deus” e ele em seu canto dizia “eu só sinto meu obro ardido de tanto meter banco e sacar banco” (dizia ele em seu sotaque castelhano). Provavelmente o grande Martin Vasquez também foi taxado de gelado por seus irmãos de mesma congregação, mais tarde transformou se em um grande pregador com mensagens que enchem a alma do ouvinte.

Quando ano passado entramos para a história de Sede Nova ao fazer o primeiro culto evangélico em praça pública, as pessoas lotaram a praça da cidade. O palco estava cheio de gente para colher os frutos de todo um trabalho, de stress. Lembro-me quando foi dada a oportunidade para o meu grupo cantar, estávamos todos cansados. Preguei aquela noite debaixo da graça somente pela misericórdia divina, pois a canseira era muita. Na hora do culto muitos “engravatadinhos” falaram parecendo ser apoiadores de tudo aquilo que estava acontecendo, mas os verdadeiros heróis não se viram as 19:45 quando o culto começou, e sim a manhã e a tarde toda conosco subindo e descendo de caminhão, lavando bancos e cadeiras, carregando caixas de som, arrumando cabos, etc.

Pessoas que as vezes não pulam, não choram, não saltam, não gritam e não aparecem mas não por frieza e sim por canseira. Deus tem um renovo para vocês. Neste mesmo capítulo Paulo fala e os chama de “meus cooperadores, cujo nome estão no livro da vida” posso dizer para vocês novamente o que Paulo falou, regozijai-vos no Senhor, não pelos elogios que muitas vezes não vem, não pelo pagamento financeiro que raramente acontece. Mas porque Deus tudo contempla e os seus nomes estão escrito no livro da vida. Saiba que todo trabalho de vossas mãos não é vão no Senhor e que nós pregadores, cantores precisamos muito dos trabalhadores anônimos, dos trabalhadores de bastidores. O senhor tem seus olhos como chama de fogo e os seus olhos procurarão os fieis da terra.

Um comentário:

  1. Parabens pelotexto. Muito bem feito e gramaticalmente correto. Louvo a dus pela sua vida e seu ministério. Continue sendo abençoado e abençoando pessoas. O que descreve é sxtremamente verdadeiro.

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