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Maturidade Espiritual?

Hoje olhei o calendário e vi encerrando o mês de janeiro de 2015. Lembrei que foi por esta época do ano (não lembro a data) que na pequena igreja de Sede Nova, há 10 anos atrás o então presbítero Albino, dava oportunidade a um jovem para trazer uma palavra. Esse jovem era eu. Sim, eu estava nervoso por falar pela primeira vez, mas não estava sem saber o que falar, pois Deus pelo seu Espírito Santo já havia falado ao meu coração e pelo fato de eu ter acreditado na profecia de que seria um pregador e estar estudando pra isso.
Lembro de como as pessoas se admiraram, afinal era um guri de apenas 15 anos, com esboço pronto e falando sobre o Glorioso Mistério da Salvação. Oportunidades foram surgindo e fui perdendo a inibição. Dois anos depois surgia a oportunidade, através do Ev. Elias dos Reis, para o primeiro convite fora da minha cidade, e era em uma vigília com ótimos cantores e pregadores, com anúncio na rádio, pessoas de toda a região, etc. Foi tudo muito lindo, tudo muito bom. Veio então o primeiro congresso, os convites para programas de rádio, para cultos de jovens, para vigílias, etc. A região celeiro toda já me conhecia. Mas ainda era um jovem, cheio de falhas, cheio de anseios da juventude e isso muitas vezes impedia o crescimento ministerial. Estava fazendo faculdade e ainda morando na pequena Sede Nova, longe de tudo.
Nesse meio, já haviam se passados mais quatro anos, então era hora de sair de casa, rumar para outra cidade, também pequena, mas uma vida totalmente diferente. Morar sozinho, com todas as oportunidades da vida, mas a chance de não  repetir erros e semear ministerialmente. A acolhida do Pr. Walmir Ferraz foi tão grande em Alegria e as bênçãos de Deus também. Em meio as dificuldades de uma vida nova, vieram a consagração a diácono, cidades novas, convites novos, viagens mais longas.
Já estava começando a me empolgar quando, um ano depois, Deus me levou a Santa Rosa. Aprouve a Deus me colocar ao lado de grandes homens para me mostrar que eu não sabia nada. Aprendi com Natanael, Gilberto, Adriano, Valtair, André que a vida ministerial era muito mais complexa do que eu imaginava. Vi o quanto tinha que ouvir antes de querer falar. Entendi o quanto sabia pouco. Aprendi que picar o tomate para fazer o xis que arrecadaria dinheiro para o departamento também era obra de Deus. Que por traz do palco há muitos homens e mulheres de Deus fazendo a sua parte. Então, resolvi aplicar-me mais nos estudos. Então cada adia aprendo que sei menos e que é preciso aprender mais. Valeu cada segundo de aprendizado. Voltei a ver que podia ser útil também na área da música e que a igreja não precisa apenas de bons músicos, mas de pessoas que entendam a verdadeira adoração. Deus me fez estar ao lado de pessoas que sempre admirei e crescer junto com eles.

Passados dois anos e meio, era hora de mudar novamente. E cá estou em Palmeira das Missões, aprendendo com outros grandes homens e mulheres de Deus. Oportunidades surgindo, trabalho em departamentos, escalas, lugares que me sinto muito pequeno pra estar. Hoje entendo que pregar para mil pessoas na sede ou para 10 pessoas na congregação do bairro, ministrar uma escola dominical ou um ensaio para jovens devem ser encarados com o mesmo empenho e responsabilidade. Cada dia tenho certeza que é muito melhor ouvir do que falar, que é melhor aprender do que ensinar. Que para Deus não importa se você está nos holofotes ou nos bastidores. Que tanto o que semeia quanto o que ceifa terão a mesma recompensa. Hoje não corro atrás de oportunidades, mas quando elas vêm procuro não desperdiçá-las. Não por vaidade, mas por obediência ao Senhor da Seara. Não sei se hoje, ou amanhã, ou a semana que vem, estou completando 10 anos de ministério. Talvez mais maduro por compreender o quanto sou imaturo.

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